junho 9, 2020

Como O VÍDEO se tornou uma ferramenta UNIVERSAL?

Na última década a evolução dos equipamentos de captação e gravação digital de vídeo proporcionou o acesso a produção de conteúdo a um número cada vez maior de pessoas.

Com uma câmera digital (ou um Smartphone) na mão e uma ideia na cabeça é possível criar qualquer tipo de conteúdo e com uma qualidade técnica muito boa. Somado a isso, a facilidade de se distribuir e de se divulgar através da INTERNET, o uso do vídeo popularizou-se enormemente.

O fator determinante para essa popularização foi a evolução da INTERNET que aumentou substancialmente a sua capacidade de conexão com transferências que saltaram dos Kbits/seg para os Mbits/seg e já chegam aos Gbits/seg. O vídeo digital passa a ser armazenado em arquivos de computador e transferido em rede por protocolos IP. Com o aumento das capacidades das infraestruturas de redes, das conexões Wi-Fi, das redes de celulares de banda larga, a INTERNET ganha a capacidade de transportar nos seus streamings vídeo de qualidade.

O Mapa Mundial dividido em 5 continentes, com uma infinidade de fronteiras e seus países é visto dessa forma:

A INTERNET junto com o vídeo, modificou nossa forma de ver o MUNDO. Possibilitando o contato audiovisual em tempo real entre pessoas em qualquer lugar do mundo, esse mesmo Mapa pode ser visto como o de um mundo totalmente conectado:

A partir de conexões acima de 1Mbits/seg, passou a ser possível não só a transferência, mas também a reprodução de arquivos de vídeo, chegando às tecnologias de transmissão de vídeo pela internet que possibilitaram serviços como o VOD (vídeo on demand), um bom exemplo deste tipo de serviço é o NOW da operadora Claro, o OTT (over the top) serviço VOD que é ofertado, usando a conexão, porém sem passar (ou passando “por cima”) do controle da operadora – o mais famoso desses serviços é a NETFLIX – e as famosas “Lives”, transmissões ao vivo através de plataformas sociais – como Instagram e Facebook.

Multiplicaram-se as plataformas de distribuição por streaming e com isso o uso do vídeo se difundiu de maneira extraordinária!

O vídeo pode ser produzido por qualquer um e distribuído para todos!

  • Vídeo como meio de comunicação: Skype, WhatsApp
  • Vídeo como meio de promoção social: Instagram, YouTube, Facebook
  • Vídeo como entretenimento: Netflix, Amazom Prime, Globoplay
  • Vídeo no ensino: EAD – Ensino A Distância, Flipped Clasroom (aula invertida)
  • Vídeo nas empresas: Home Office, Vídeo Conferência, Zoom, Google Meet
  • Workshops, Treinamento, Comercio e Segurança, etc.

O vídeo se tornou uma ferramenta tão essencial e de uso tão corriqueiro que de acordo com o estudo da fabricante de equipamentos de rede Cisco publicado em 19 de fevereiro de 2019, a soma de todas as formas de vídeo por IP continuará crescendo com previsão de chegar a 82% do tráfego Global de dados na internet até 2022. (por causa da pandemia esse número já deve ter sido atingido!).

Tráfego IP Global por categoria de aplicação

O vídeo também evoluiu e evoluiu muito, do analógico SD, ao digital SD, já dentro do digital o HD, UHD 4K e agora já chegou ao UHD 8K. Esses formatos de vídeo são digitalmente muito maiores, ocupando mais espaço em bits para a gravação, cópias e principalmente, para uso na Internet, precisam de mais capacidade de transferências de bits, as taxas de transferências em Mbits/seg não eram suficientes para transmissões em alta definição HD, muito menos em UHD. Para resolver este problema criaram-se métodos de compressão, esses métodos foram implementados através de CODificadores e DECodificadores (CODECS), sempre mais eficientes e sofisticados.

Então, para conhecer mais essa ferramenta tão importante atualmente nas nossas vidas: O VÍDEO; no próximo artigo, vamos analisar seus formatos e características, a necessidade de compressão, os CODECS e seus tipos mais usados, para ajudar a escolher quais as melhores opções a serem utilizadas, para obter uma melhor relação de Custo X Qualidade/Benefício, de acordo com o tipo de produção, de distribuição e de arquivamento.

Até lá; Abraços

Armando Moraes

armando@alfredmam.com

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